Só os servos humildes lideram com eficiência
05/02/2016

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Pr. Dalson Messias Matos.

Pedagogo, Psicólogo, Teólogo e Pastor auxiliar na

                                                            A. D Missão aos Povos em Uberlândia.


Companheiros, não nos esqueçamos das palavras contundentes que estão registradas em Pv 3.34, Tg 4.6, I Pe 5.5, que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Deus é adversário dos arrogantes! Os orgulhosos têm Deus como inimigo. “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31), por isso nós como obreiros precisamos estar atentos às orientações divinas.

Quando nos deparamos com a afirmação, ela nos parece estranha: “Só SERVOS humildes lideram com eficiência”.  Precisamos lembrar para então nunca mais esquecer, que nenhum homem é autossuficiente, os que se comportam assim são adeptos de uma prática descrita por um substantivo, o “Personalismo”, vivenciado por muitos obreiros de nossas igrejas. Há muitos ministros que evocam a sua visibilidade priorizando o personalismo. Esta é a ação de atribuir tudo a si, buscando os seus interesses pessoais como prioridade. Com o seu comportamento, eles conseguem subjugar os incautos, controlar os controláveis e encabrestar os que são facilmente aprisionados em função de interesses pessoais.

Eles utilizam a coerção como instrumento de controle sobre seus liderados. Tal ação é caracterizada pela prepotência, isto é o sinal claro de um coração soberbo! E como bem afirmou Salomão em Pv 16.18, a soberba precede a ruína. Na verdade, Salomão é categórico ao escrever que "quando vem o orgulho, chega a desgraça" (Pv 11.2). A prepotência só tem uma razão para nos elevar: derrubar-nos logo em seguida. A prepotência despreza a dependência divina. O prepotente vive para si. As pessoas que vivem para si mesmas naturalmente vão querer ter tudo o que veem, tudo o que possa lhes dar prazer. A prepotência acrescenta a esse desejo de prazer a ideia de status". E, por isso, a prepotência nos leva a desprezar a dependência divina.

A única saída diante de tal prática é submeter-se ao senhorio de Cristo pelo arrependimento e pela fé e substituir o personalismo pela natureza de Cristo, pela personalidade do Salvador. Paulo diz que nós temos a mente de Cristo 1 Co 2.16, afinal Ele e o único modelo a ser seguido. Como dom ministerial, a liderança precisa de uma práxis associada a uma autoanálise; para o mundo ministerial, liderar ainda é um fenômeno espiritual. Significa que nossa autoridade superior (Deus) precisa aprovar, separar e nos indicar para a prática de uma liderança servidora e, como consequência, eficiente.

Para ser líder, há um caminho a percorrer: é preciso ser humilde. E para alcançar a humildade, o líder precisará cultivar algumas posturas: humildade para abandonar comportamentos ineficazes; humildade para suportar autocríticas; humildade para mudar rumo a um estado de maior capacidade de influência. Não por acaso, humildade foi o maior ensinamento do Mestre. Amar aos outros como a si mesmo é expressão máxima da humildade e da autodoação. Isso porque há um conhecimento a se adquirir, um comportamento a moldar, uma autoridade espiritual a se conquistar.

Enquanto líderes, deixemos de lado a presunção de que já sabemos tudo e aprendamos diariamente com Jesus, com os irmãos e com a vida. A autossuficiência é heresia na vida cristã. “O saber que ensoberbece não edifica, mas o amor sempre agrega. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber” 1 Co 8.1b-2.